
tenho consciência que estou em débito com este blog por razões acadêmicas e pela eterna preguiça e letárgia que impera em meu ser. Como o papo aqui é música, depois de mais ou menos um mês sem postar absolutamente nada eu volto em grande estilo. O fantômas é uma banda de Avant-Garde Metal formada em 1998 na Califórnia, EUA. O nome do grupo surgiu em referência a um supervilão apresentado numa série de romances policiais muito popular na frança antes da primeira guerra mundial e no cinema, principalmente na década de 60 em uma série de filmes franceses. O fantômas começou pouco antes do hiato do Faith no More, quando Mike Patton enviou algumas Demos para o Guitarrista Buzz Osborne (The Melvins), o Baixista Trevor Dunn (Mr. Bungle) e o Baterista Igor Cavalera (Sepultura) com a intenção de formar um supergrupo. Cavelera recusou a oferta, mas indicou alguém que julgou ser perfeito para o projeto: Dave Lombardo do Slayer, que aceitou. Nesse segundo album da banda, Patton e seus comparsas fazem uma releitura de trilhas sonoras de filmes consagrados, passeando por "O Bebê de Rosemary" até "O Poderoso Chefão". Confesso que a primeira vez que escutei o som da banda fiquei de boca aberta, não só pela habilidade técnica de todos os músicos, mas pelo caos sonoro que se propõem a fazer. Quebradas de som são constantes, os samples de Patton trazem uma dose de experimentalismo, o vocal grind, os riffs pesadissímos na maior parte sombríos monstram uma banda em plena sintônia e disposta a experimentar e fazer a fusão de vários estilos. O minímo que eu tenho a dizer é que essa banda é ótima. Som estranhissímo que conhecí através do meu amigo Igor Reale. Pessoa que irei agradecer eternamente. Baixe, escute e tire suas conclusões. Valeu e até!

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